ENTREVISTA EXCLUSIVA DE DEEP FACTORY


Hoje conseguimos registrar um fato raro. Frente a frente com Deep Factory por alguns minutos perguntamos sobre seu estilo e seus lançamentos para o ano de 2013. Segue abaixo um prévio resumo das principais perguntas. 
É um prazer podermos ter mais esse contato direto e claro, para os admiradores de seu trabalho, é mais uma oportunidade de estar ligado no que anda rolando na sua brilhante carreira como produtor. Vamos começar pelo atual estilo o qual você está se identificando. De onde vem essa influência?
Bom, antes de mais nada, eu que agradeço o encontro. Não é sempre que nossos horários coincidem não é mesmo? (risos) Sobre minha música, eu sempre estive ligado a emoções e sentimentos. Isso sempre me moveu desde quando eu decidi ser dj em 1995. Desde então a música tem sofrido constantes mudanças, regredindo em alguns aspectos e se acomodando em outros. Na década de 90, como tínhamos tudo em físico como cds e discos de vinil, para quem produzia, era muito mais fácil fazer uma música ser tocada durante semanas ou até mesmo meses. Hoje em dia a internet de certa forma engoliu parte disso. Diariamente, toneladas de mp3 são despejadas na rede e o que dificulta e muito encontrar boa música no meio de tanta coisa "feita as pressas".E acho que minha influência vem dessa época. Vejo minha música gritando com todas suas forças em uma sala cheia de pessoas, mas poucas  conseguem entendê-la.
Sabemos que você produz desde 2000 e oficialmente como Deep Factory desde 2004. De lá pra cá, já passou por estilos agressivos como o tribal e até mesmo o trance. Hoje sua sonoridade é mais complexa e limpa. Como seu público reagiu a essa mudança?
A princípio foi complicado. Porque antes eu fazia música especificamente para ser tocada em baladas GLS. Até porque eu tocava todo final de semana e sempre tinha que ter coisas novas no case. Mas depois que comecei a trabalhar com gravadora projetando meu trabalho para o mundo inteiro a idéia mudou. O tribal infelizmente não vende lá fora. Já vendeu antes, mas hoje não mais. O único público que consome o tribal e o famoso bate cabelo hoje, é o brasileiro. Daí tive que me adaptar. Baixei o pitch nas produções e passei a tirar alguns elementos para deixar a faixa mais limpa. Muitos torceram o nariz até por não estarem acostumados com o novo. Antes o intuito era produzir algo pra ser tocado na noite. Hoje eu produzo algo para ser tocado o dia inteiro em qualquer lugar.
Existe alguma definição para seu estilo propriamente dito? Qual seria?
Sim. Antes era apenas o chamado Deep House, pois a música tem uma velocidade mais lenta, não deixando de ser dançante o que faz com que você perceba melhor cada elemento. Hoje existem outras subdivisões. O interessante é que você pode se mover como se estivesse em câmera lenta ou seguindo a batida que ambos os jeitos você vai estar no ritmo. Sério, vai sorrir quando experimentar. Esse estilo surgiu em 1980 com Larry Head desenvolvendo um som mais fino, com elementos sutis, componentes de jazz e ambiências sonhadoras. Atualmente, o deep house é tido como um estilo de status no cenário eletrônico, uma vez que está presente nas baladas glamurosas, como desfiles de moda, festivais de alto padrão e coquetéis.
E sobre os planos e lançamentos para 2013, podemos nos preparar para mais surpresas?
Para esse ano já tenho alguns projetos prontos e novos vocais para serem colocados nesse mercado. Ano passado trabalhei com o lançamento de um álbum completo e em seguida com singles para promove-lo durante o ano. Dessa vez vou fazer diferente. Singles separados promovendo as músicas e ao fim do ano, uma surpresinha para os fãs. A intenção continua a mesma, fazer dançar, porém direcionado a ouvidos aprimorados e maduros ansiosos por qualidade acima de tudo.
Obrigado Deep pelo suporte e pela pequena entrevista. E para quem ficou curioso para conferir o trabalho do produtor, além do site oficial, acessem twitter, facebook, soundcloud e youtube